O deputado tucano
Luiz Carlos Hauly é
um dos grandes
parlamentares
brasileiros. Lutador
incansável da
reforma tributária,
principal aríete do
Estatuto da Pequena
e Micro Empresa.
A lei visava
criar uma legislação
federal,
compatibilizar as
estaduais com a
federal e criar um
ambiente oxigenado
para o
fortalecimento das
PMEs.
No entanto, os
grandes estados –
São Paulo, Minas
Gerais, Rio de
Janeiro, Rio Grande
do Sul e Bahia -,
entre outros,
boicotaram o
Estatuto. Alegaram
conflito com a
Confaz (que junta as
secretarias de
Fazenda estaduais) e
aboliram suas
respectivas leis
estaduais. Ou seja,
não apenas não
ampliaram os
benefícios do
Estatuto, como
retiraram os
benefícios que havia
para as pequenas e
micro empresas.
Segundo Hauly, o
único estado que
cumpriu sua parte,
mandando uma lei
para a Assembléia
Legislativa e
garantindo os
benefícios para suas
pequenas e micro
empresas foi o
Paraná, do
governador Roberto
Requião. Segundo
Hauly, no ano
passado o Paraná
criou 120 mil novos
empregos contra 70
mil do Rio Grande do
Sul – que tem um PIB
maior. Sua avaliação
é que esse feito foi
possível por conta
do ato de Requião.
Detalhe: Hauly é
adversário político
de Requião.
Moral da
história: na hora de
pensar no
contribuinte, não
existe cor
partidária: todos os
governantes querem
ampliar a
arrecadação.
Sua esperança é
enviar um projeto de
lei, agora, ao
Congresso, que torne
obrigatória a adesão
dos estados ao
Estatuto.
Posição
paulista
Segundo o
Secretário da
Fazenda de São
Paulo, Mauro
Ricardo, o problema
é estritamente de
ordem legal. A Lei
Complementar 123,
que estabelece o
Simples Nacional,
diz que acabam todos
os benefícios
criados por estados,
municípios e governo
federal a partir de
1º de julho de 2007.
Foi o que aconteceu.
Alguns estados
tinham incentivos
fiscais até
determinada faixa de
faturamento superior
ao do Simples
nacional.
Se quiserem
conceder incentivos
adicionais, precisam
de resolução do
Confaz (que é o que
está sendo
discutido). Segundo
Ricardo, enviar
projeto de lei à
Assembléia não pode,
mas apenas por
convênio no âmbito
do Confaz. Existem
pareceres jurídicos
em relação a isso,
do Colégio de
Procuradores
Estaduais. Deve
haver cinco ou sete
propostas de
convênio sendo
discutidas no
Confaz.