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ALBERTO CATRAN

 

"Há homens que lutam por um ano - e são bons. Existam aqueles que lutam por muitos anos - e são muito bons.Mas há aqueles que lutam por toda uma vida : estes são os imprescindíveis ! "

 

A ALOSERJ é uma entidade de empresas lojistas em shopping centers e demais centros comerciais lojistas, fundada em 1990 e voltada para a defesa dos interesses dos empresários, apoio operacional e de serviços.

 

 

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HISTÓRICO ALOSERJ


A história da luta dos Lojistas brasileiros estabelecidos em Shopping Centers se mescla ao nome do fundador da
ALOSERJ, o empresário Alberto Catran.

Em 1989, começou a surtir efeito o trabalho dos donos de  shopping centers - então auto-proclamados "empreendedores" - junto ao Poder Judiciário do Rio de Janeiro. Nos cinco anos anteriores, estes realizaram pelo menos dois seminários, contratando "pareceristas" jurídicos, advogados renomados pagos a "peso de ouro" para defender a sua postulação : a de que shopping centers eram uma "coisa diferente e nova", atípica e, portanto nele não prevaleceria a Lei que regulava a locação comercial. "Atipicidade" fantástica a dos shopping centers, que daria um excelente slogan: "Novidade" ... desde 1980!"

Na prática, colocava os lojistas que iniciariam a renovação de seus contratos em 1990 no seguinte dilema: ou se acertavam nas novas e elevadíssimas bases propostas pelos donos de  shopping centers para a renovação ou estavam literalmente no "olho da rua" !

E imediatamente no próprio ano de 1989 começaram a surgir as primeiras decisões judiciais que favoreciam o Rio Sul, primeiro shopping do Rio de Janeiro, fundado em 1980. Tais decisões tornavam sem efeito a Lei do Inquilinato de então, que se fundamentava na Lei de Luvas de 1934, para dar segurança relativa ao Inquilino, no caso o lojista.

Naquele exato momento, todos os lojistas estabelecidos em shopping haviam perdido o chamado "fundo de comércio", construído com seu investimento e luta durante toda uma década, quando os empreendimentos estavam longe de seu amadurecimento comercial.

Os primeiros lojistas afetados pelo trabalho de bastidores dos donos de  shopping centers, especialmente do Rio Sul, desesperados pelas decisões judiciais que subvertia a ordem do comércio de então, começaram a se reunir para buscar saídas.

Inicialmente, se reuniram no chamado grupo da moda infantil em Copacabana, grupo este constituído por Lojistas deste segmento e outros. Roberto Maszluch, Rachel Schulz, Ricardo Beildeck, Gustavo Politano, Claudio Gordilho, Gilberto Catran, Adolfo Bertoche, Flávio Perrone, José Segadaes, Anna de Meis, Angela Palheta, Alberto Catran e outros - assessorados pelo advogado Dr. Álvaro Pessoa - decidiram pela criação de uma associação para a defesa dos interesses dos lojistas face aos poderosos grupos imobiliário-bancários donos de  shopping centers.

Em 30 de julho de 1990 foi criada então a ALOSERJ - Associação das Empresas Lojistas em Shopping Centers do Estado do Rio de Janeiro e Alberto Catran eleito seu primeiro presidente. Estabelecida e acolhida desde a sua fundação no edifício da ACRJ - Associação Comercial do Rio de Janeiro - através de seu presidente de então, Paulo Protásio.

A tarefa inicial da sua Diretoria foi a de convocar os empreendedores do Rio Sul - causador inicial da quebra de relacionamento comercial - para conversas no sentido de fazer-lhes enxergar a realidade, ou seja, que eram os Lojistas e o fortalecimento de suas marcas que traziam consumidores para o shopping. E não o contrário.

Que uso teria um imenso edifício de galerias, sem as marcas mais ou menos famosas dos lojistas ? Nas reuniões preliminares se estava próximo de um acordo que atenderia a demanda dos lojistas e os interesses do shopping. Entretanto, rapidamente, os negociadores da ALOSERJ perceberam a tentativa dos empreendedores de ganhar tempo, postergar decisões.

Alberto Catran convocou então uma assembléia na qual se decidiu o início de uma campanha agressiva de exposição pública das facetas desconhecidas dos "empreendedores".

Esta culminaria com um lock-out, não abertura das lojas em 8 de abril de 1991 a ser realizado no BarraShopping, NorteShopping e Rio Sul. Amedrontados diante do poder dos "empreendedores", poucos Lojistas aderiram. Entretanto, foi um sucesso na mídia, despertando atenção para o injusto desequilíbrio. A bem da verdade, cabe dizer que nenhum lojista que fechou a sua loja naquele dia sofreu qualquer retaliação por parte dos dos donos de  shopping centers.

Entendendo que o lock-out era apenas uma ação dentre muitas que deveriam ser tomadas através dos tempos, ALOSERJ decidiu levar a verdade do lojista de shopping centers para o Poder Judiciário do Rio de Janeiro. Com grande esforço foram realizados dois seminários com os Juízes: 1990 em Nova Friburgo e 1993, em Búzios. A partir destes dois eventos a questão do direito do Lojista a renovar o seu contrato ficou pacificado. Ganha-se a batalha. Mas não a guerra, pois os valores arbitrados até hoje para a renovação dos contratos persistem muito elevados por conta dos métodos aplicados pelos peritos judiciais e acolhidos pelos Juízes.

Desde o início, os lojistas perceberam que sua luta em defesa de seu patrimônio, trabalho e vida seria eterna. Ainda no ano de 1991, os "empreendedores" tentam ganhar no Poder Legislativo Federal, através de seu poder de influência político e econômico, o que estavam perdendo no Poder Judiciário: abolir o direito do Lojista a renovar seu contrato nos Shoppings.

A Diretoria da ALOSERJ e de outras entidades do segmento que se formaram no Brasil após o surgimento daquela, com problemas idênticos, foram a Brasília no dia da votação da nova Lei do Inquilinato. Na Câmara dos Deputados, assessorados pela Deputada Regina Gordilho, entre outros, impediram que a Lei fosse aprovada sem algumas modificações que garantiriam o direito do lojista a renovar. No campo político oposto, os Deputados Rubem Medina e Ricardo Izar - este último relator do atual Projeto de Lei da Deputada Zulaiê Cobra e presidente do Conselho de Ética da Câmara de Deputados - defendiam abertamente os interesses dos "empreendedores" dos shopping centers.

Foi possível o acordo, tendo José Isaac Peres - proprietário do BarraShopping - se comprometido na ocasião com Alberto Catran a se reunirem e começarem a discutir todos os pontos que estavam levando Lojistas e Empreendedores para polos absolutamente contrários - quando não deveria. Palavras que se foram com o vento !

No trabalho diuturno na ALOSERJ, até 1996 quando passa a Presidência a Claudio Gordilho, Alberto Catran era consultado por lojistas, advogados e entidades de lojistas em shopping de todo o País por conta de seu grande saber jurídico sem perder o foco prático dos negócios em si. Viu centenas de lojistas e suas famílias naufragarem, destruindo recursos amealhados durante toda uma vida de trabalho, por não se posicionarem preventivamente diante dos shopping centers.

Abriu discussões e posicionamentos contra as empresas de cartões de crédito, responsabilidade dos bancos relativa aos cheques sem fundo, micro e pequenas empresas e impostos exorbitantes. No último ano de sua gestão, busca através de sua candidatura a presidência do sindicato da categoria - o SINDILOJAS - denunciar o continuísmo de 35 anos e seu imobilismo diante das dificuldades de sua base lojista. Alguns anos depois, aquele se renova e se torna mais atuante.

Se algumas palavras pudessem resumir o aspecto incansável, persuasivo e pioneiro de Alberto Catran e da ALOSERJ diante das lutas a serem lutadas, das brigas a serem brigadas, estas poderiam ser as suas favoritas:

"Há homens que lutam por um ano - e são bons. Existam aqueles que lutam por muitos anos - e são muito bons.Mas há aqueles que lutam por toda uma vida : estes são os imprescindíveis ! "

 

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